FAUSTA REALIDADE

 

Há demônios sob a forma de gente. E é de se ficar pasmo(-a) com a quantidade de gente que acha que tais demônios precisam de ser acolhidos, porque seriam ou estariam "perdidos na vida e em seus sentimentos", podendo, assim ser convertidos por simples palavras.

Uma de suas armas mais sofisticadas é fazer com que outros inflijam culpa em seus acusadores, a partir do momento em que esses mesmos acusadores são elogiados em verso e prosa por suas bocas. E ficam o tempo todo à espreita, perscrutando para ver o quanto são acusados, e são capazes de inventar as menores mentiras (como aquecimento para as grandes), bem como de realizarem as boas ações mais chãs e básicas, a fim de serem reconhecidos como boas pessoas, perante a sociedade.

Outra de suas armas é ora renegarem a Deus (ou a deuses), ora louvá-Lo e dizerem-se tão próximas Dele (ou deles), que tudo o que tal pessoa peça-Lhe em Seu nome... Ele os atenderá. Deus é apenas sua arma de intimidação.

Se sob posição de autoridade, alegam falta de respeito daqueles que lhes reajam de forma devida aos respectivos desmandos, e, como se não bastasse, os aterrorizam e agridem, sobretudo psicologicamente (chegando, às vezes, fisicamente), podendo chegar até a alegar doença mental da parte de quem os acuse (sendo capazes, inclusive, de forjar testemunhos, testemunhas, etc.).

Demônios se disfarçam de seres de luz, nunca devemos esquecer-nos disso: manipuladores sempre serão convertíveis, mas nunca mudarão de atitude: sempre darão desculpas, com o mero intuito de poderem receber desculpas para continuarem a serem o que são: a raloa da espécie.

Conviver com esse tipo de entidade é simplesmente assinar obrigado um contrato de venda de alma, mas o pior de tudo...

O pior de tudo é quando alguém quer sair, mas parece que a vida vai e aprisiona a esse alguém. E quando se tem que lutar, e não se consegue sozinho, não há praticamente ninguém para estar ao lado. Seja por impossibilidade, seja por incapacidade, seja por simples má-vontade ou mau-caratismo... Não há ninguém. Aos primeiros não há como culpar, enquanto que aos segundos, não dá para desculpar.

Tempos difíceis. Tempos bem difíceis...

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